A mulher vive reclamando da insensibilidade masculina, portanto para atrair mais a atenção do homem, eu sugiro que a mulher comece a fazer comparações do seu mundo machista, para ver se o assunto entra na cabeça de jerico dele.
Por exemplo, uma mulher quando estraga a unha, logo após ter chegado da manicure, fica prostituta da vida e pela força do hábito fala “amor, risquei a unha”. Instantaneamente, surge um belo foda-se na cabeça do homem, mas para não ser grosso, ele simplesmente omite seu pensamento e o máximo que faz é ficar quieto.
Porém, se a mulher falasse “amor, hoje eu fui fazer uma funilaria e pintura e, logo que saí de lá, riscaram a minha lataria”, certamente o homem se incomodaria com o lamentável acontecimento, daria alguma opinião a respeito, aconselharia a esposa a procurar uma nova funilaria e, de repente, até a pagaria.
Outro exemplo, em vez da mulher falar que vai num centro estético cuidar das celulites e prontamente na cabeça do homem vir a frase “já vai gastar dinheiro à toa”, ela poderia dizer “chuchu, estou indo no martelinho de ouro consertar pequenas fissuras e já volto”. O homem não só a incentivaria, como, de repente, até iria junto.
Na realidade, o homem já faz analogia da mulher com o carro, o tal farol aceso, o airbag avantajado, o pneuzinho, a recauchutada e a frente turbinada, além da mulher “carro de boy” que muitos não conhecem...é aquela toda rebaixada, com os peitos e a bunda quase no chão.
Na cabeça do machista, a mulher quando está meio torta precisa fazer um alinhamento, quando tá com um peito apontado pro norte e outro pro sul, é sinal que precisa regular os faróis e quando seu desempenho reduz ou passa a consumir mais de 100 reais por shopping rodado, é a hora de pegar um veículo mais novo...
Uma mulher 0 Km nos dias atuais é difícil de encontrar e por isso o sonho de consumo do homem muitas vezes precisa ser substituído por uma com único dono ou com a quilometragem baixa, pois afinal pegar mulher rodada é igual comprar carro “véio”, já chega pifando, rateando o motor e daí o troço não dá partida nem fazendo muita chupeta.
O que mais espanta o homem de um carro velho ou de uma mulher é quando o escapamento já vem furado e o catalisador expele odores excessivos. Daí, não tem jeito, o motor não pega no tranco nem fudendo (literalmente).
Mas depois de toda essa merda há um grande alívio da natureza, você já pensou se peito fosse buzina? Ninguém mais conseguiria dormir.
Doug Mecanicuzinho “Lubrificando o pistão, para o fácil encaixe na biela”
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Essa crítica foi baseada num texto que fiz em 2005 (se não me engano) , que por sua vez, estava perdido na web...
Mas a ideia é a seguinte:
Quando éramos crianças, nossas mamães ensinavam que o correto era ajudar o próximo, com isso, muitos de nós, crescemos com esse pensamento. Entretanto, depois de um tempo esse conselho passou a não valer mais, pois alguns continuaram ajudando, enquanto outros continuaram sendo os próximos.
Esse lance de ser o próximo foi levado tão a sério, que fábricas de dinheiros foram montadas simplesmente em cima dessa ideia, pois sempre tem alguém disposto em ajudar e, não menos importante, sempre há alguém disposto em receber.
LBV, Teleton, Criança Esperança, Universal, Vaticano, entre outras “fábricas”, recebem milhões de reais vindos de nós e, mesmo assim, crianças continuam morrendo desnutridas e analfabetas na fila do SUS.
Nunca havia me perguntado, mas de fato, o que mais combina com o Verão?
Em minha mente sempre foi o sol, calor, cerveja e mulher de fio dental, mas eu estava errado. Vamos à estória...
Com o pensamento de curtir minhas férias, o verão e minha solteirice, fui ao litoral sul de São Paulo.
Com o intuito de fugir do trânsito, optei em pegar a Anchieta. Curva pra lá, curva pra cá e duas horas depois, cheguei ao fim da serra, caindo na Manoel da Nóbrega. Nessa, eu passei por semáforos, lombadas e vendedores de pipoca doce Gasparzinho e, em mais duas horas, avistei a entrada da praia.
Você há de convir comigo, 4 horas para chegar a uma das primeiras praias do litoral paulista é muita sacanagem, não é?
Anchieta e Manoel da Nóbrega foram jesuítas, por isso não transaram em vida. Em contrapartida, para tirar o atraso, eles resolveram me fuder depois de mortos.
Mas tudo bem, como diz o mano Brow, chegou fim de semana e todos querem diversão, só alegria nós estamos no verão...
Logo que cheguei à casa de veraneio vi a grande serrada, alguém havia roubado meu botijão de gás. Mas nem esquentei, tirei meu Le Cheval, vesti minha “berma curta” da Bellmacut e fui direto para a praia.
Na orla da praia avistei aquela paisagem linda, o mar azul se confundia com o céu límpido no horizonte. Clima perfeito, exatamente da forma que sonhava.
Em meio ao espetáculo da natureza, minha vontade não podia ser diferente, fui ao quiosque mais próximo e pedi uma cerveja. A lata custava 3 reais, mas até aí sem crise, afinal tudo podia num dia como aquele.
No entanto, ao receber a cerveja verifiquei que era Cristal e, o pior, estava quente.
Bebi e, ainda não satisfeito, pedi uma caipirinha de pinga - que pelo menos estava uma delícia.
Sem conhecer ninguém, permaneci no quiosque por alguns minutos sem fazer nada e, nesse meio tempo, comecei a reparar que a mão que fazia a caipirinha era a mesma que recebia o dinheiro, além disso, que o gelo presente da caipirinha era proveniente da geladeira de isopor que “gelava” a Cristal quente, que por sua vez, era manuseada pela mesma que fazia a caipirinha e recebia o dinheiro, enfim, uma sujeira só!
Não me importei, pois o limão e a pinga matariam as bactérias.
O problema é que logo depois, comecei a sentir uma ardência em meu beiço, que queimava em decorrência da mistura do limão bactericida e do sol escaldante.
Com um princípio de irritação, a brisa bateu em meu rosto e me esqueci de todos esses problemas.
Respirando aliviado, emendei uma bela inalada para sentir o aroma da praia e, para minha surpresa, estava um cheiro horrível.
Era um odor de fritura, mas não era normal, era de um óleo velho, provavelmente de um óleo que fritou Mandiopan pro Oscar Niemayer quando ele ainda brincava de castelinho na beira d’água.
Não podia ser diferente, resolvi sair de lá. Andei por vários quilômetros e o cheiro permanecia, pois quando não havia quiosque, havia uma barraca fritando porquinho, batata ou pastel.
Cansado de exalar essa fragrância, decidi ir à padaria mais próxima para comer um lanche.
No meio do caminho reparei o romantismo daquele povo, todo casal era igualzinho, o rapaz deitado sobre o colo da menina, que por sua vez, espremia seus cravos e espinhas.
Um ato não só de muito romantismo, como de muita sensualidade!
Na padaria, permaneci por uma hora e quarenta e sete minutos até se atendido e, após ser atendido, pedi um bolovo e uma cerveja gelada, que para meu azar, novamente veio quente.
Para esfriar a cabeça, já que a goela não tinha jeito mesmo, resolvi ir ao calçadão para dar uma paquerada.
Foi a pior coisa que poderia ter feito...
Todas as mulheres pareciam irmãs, quando não era o esmalte descascado no dedão, era a chinela Ginga presa com clipes; quando não tinha meio pote de creme Kolene no cabelo, tinha um boné do Estima para disfarçar o fuá; quando não tinha a barriga cheia de estrias (aparentando que passaram um rastelo sobre seu abdômen), tinha um “pancepis” com as dobrinhas assadas (que nem Kaladril salvava); quando não vinha acompanha de um bigodinho ralo, vinha com a testa suada e quando não estava com uma bermudinha da Bad Boy (com olhar mais pra baixo que de um Cocker Spaniel), estava com um biquíni que não foi moda nem nos anos 60.
Enfim, um verdadeiro show de ânsia!
Então, resolvi fazer amizade com algum rapaz gente boa, mas a cada 30 segundos passava um carro rebaixado, totalmente “filmado”, com quatro caras olhando emburrados para fora (como se fossem da Rota ou estivessem no Carandiru observando o trem passar) e claro, todos tocando a mesma porra de funk, que o pessoal insiste em chamar de música...
Evidentemente, que não arranjei nenhum amigo, mas agora eu te pergunto: o que quatro “peões” querem quando vão pra praia sem mulher, “se trancam” num carro debaixo de um calor infernal, gastam um tanque de gasolina só pra ficar encarando os outros na rua e ficam ouvindo, com os tímpanos quase estourados, a música que “a porra da buceta é minha”?
A resposta eu não sei, mas provavelmente esses caras não pegam nem as baranguinhas que falei antes, terminam a noite se masturbando no chuveiro, morrem virgens e quando chegam no inferno, ainda falam pra todo mundo que Deus não existe...hehehe
Sem poder paquerar e muito menos fazer amizade, fui caminhar à beira do mar e procurar umas conchinhas para espairecer.
No começo estava lindo, mesmo tendo que desviar a todo instante dos pernetas jogando futebol. Até que de repente, carregado por uma forte onda, veio em minha direção um objeto enorme...
Não era uma prancha, nem tronco, tampouco a Iemanjá pegando jacaré...
Era uma inenarrável merda, mas não era uma simples bosta não, além de gigante, era o troço mais horripilante que já vi em minha vida.
Não sei como alguém pôde cagar desse jeito...se um dia eu fizer isso, certamente virarei do avesso!
Não faltava mais nada, já pensava na catástrofe das minhas férias, até que pensei “só faltava chover”.
Logo que pensei nisso, começou a relampejar na praia.
Apavorados com a chuva que estava se formando, todos começaram a correr rumo às suas casas.
Nesse instante, eu já estava me xingando, me batendo e quase me mutilando “a mim mesmo”, até que reparei que com a ameaça da chuva, o cheiro de fritura, os pernetas jogando futebol e o funk desaparecem, as barangas foram embora com medo de molhar o cabelo, meu beiço parou de arder porque o sol se escondeu e a cerva começou a gelar no quiosque porque ninguém mais a comprou.
Caramba, depois de quase me matar, finalmente aconteceu algo fantástico, nunca havia ficado tão feliz numa praia!
Agora te pergunto, quais são a melhores combinações pro verão? Praia, sol, cerveja e biquíni?
Na Praia Grande não...
Doug Caiçara “Experiente construtor de castelinhos de merda”