quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tele Trambique

Quando você doa um dinheiro pra uma instituição beneficente, você tem certeza que esse dinheiro será aplicado no que foi prometido?

Aqui na TELE TRAMBIQUE você pode confiar, pois nossos rolos são 100% transparentes!

Ajudando a gente, você terá diversas vantagens, como:

- No dia do TELE TRAMBIQUE FELIZ, a cada Hambúrguer comido em nosso refeitório, você ganhará totalmente “de grátis” um colesterol, uma úlcera e, de quebra, ajuda na construção de uma linda piscina em minha casa de veraneio;

- 10 % de seu salário é meu e depois de trinta e sete anos de contribuição, você vai pro Cantinho Céu (perto do Cocaia);

- Com mais 5% de contribuição mensal, você vai pro Paraíso (de metrô);

- Com seis meses de participação na TELE TRAMBIQUE, você ganhará uma estrelinha de bom menino (igualzinha àquela do Quico);

- Após um ano, você receberá um atestado de contribuição assinado pelo Inri Cristo - que poderá ser usado no confessionário, na declaração de imposto de renda, na justificativa de inadimplência pro seu pastor ou no anexo da sua cartinha pro papai Noel;

- Se quiser ser um doador de órgãos, nossa equipe de homicídios executará o serviço sem quaisquer ônus e ainda comercializará no mercado internacional;

- Para contribuir com o meio ambiente, nós aceitamos a doação do seu carro, mesmo se o mesmo não estiver com o tanque cheio;

- Aos desempregados, a doação poderá ser em prazer;

- Estudantes não pagam meia, em virtude do estudante normalmente ser um estagiário e, por conseqüência, ganhar mal;

- Na TELE TRAMBIQUE, você pode doar agasalhos novos e de marca, pois queremos estar bem apresentáveis à sociedade;

- Também é possível doar alimentos, visto que nossos colaboradores estão em fase de crescimento.

São inúmeros benefícios e você não pode ficar parado, ligue agora pro 0300 171 171.

Deixe de se preocupar com seu bem material, a TELE TRAMBIQUE se preocupa por você!

. .: ¨..: .: ..
Doug Jatobá
“Um visionário de tato”



Posfácio...

Essa crítica foi baseada num texto que fiz em 2005 (se não me engano) , que por sua vez, estava perdido na web...

Mas a ideia é a seguinte:


Quando éramos crianças, nossas mamães ensinavam que o correto era ajudar o próximo, com isso, muitos de nós, crescemos com esse pensamento. Entretanto, depois de um tempo esse conselho passou a não valer mais, pois alguns continuaram ajudando, enquanto outros continuaram sendo os próximos.

Esse lance de ser o próximo foi levado tão a sério, que fábricas de dinheiros foram montadas simplesmente em cima dessa ideia, pois sempre tem alguém disposto em ajudar e, não menos importante, sempre há alguém disposto em receber.

LBV, Teleton, Criança Esperança, Universal, Vaticano, entre outras “fábricas”, recebem milhões de reais vindos de nós e, mesmo assim, crianças continuam morrendo desnutridas e analfabetas na fila do SUS.

Algo está errado, não tá?


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Rima do Verão

Nunca havia me perguntado, mas de fato, o que mais combina com o Verão?

Em minha mente sempre foi o sol, calor, cerveja e mulher de fio dental, mas eu estava errado. Vamos à estória...

Com o pensamento de curtir minhas férias, o verão e minha solteirice, fui ao litoral sul de São Paulo.

Com o intuito de fugir do trânsito, optei em pegar a Anchieta. Curva pra lá, curva pra cá e duas horas depois, cheguei ao fim da serra, caindo na Manoel da Nóbrega. Nessa, eu passei por semáforos, lombadas e vendedores de pipoca doce Gasparzinho e, em mais duas horas, avistei a entrada da praia.

Você há de convir comigo, 4 horas para chegar a uma das primeiras praias do litoral paulista é muita sacanagem, não é?

Anchieta e Manoel da Nóbrega foram jesuítas, por isso não transaram em vida. Em contrapartida, para tirar o atraso, eles resolveram me fuder depois de mortos.

Mas tudo bem, como diz o mano Brow, chegou fim de semana e todos querem diversão, só alegria nós estamos no verão...

Logo que cheguei à casa de veraneio vi a grande serrada, alguém havia roubado meu botijão de gás. Mas nem esquentei, tirei meu Le Cheval, vesti minha “berma curta” da Bellmacut e fui direto para a praia.

Na orla da praia avistei aquela paisagem linda, o mar azul se confundia com o céu límpido no horizonte. Clima perfeito, exatamente da forma que sonhava.

Em meio ao espetáculo da natureza, minha vontade não podia ser diferente, fui ao quiosque mais próximo e pedi uma cerveja. A lata custava 3 reais, mas até aí sem crise, afinal tudo podia num dia como aquele.

No entanto, ao receber a cerveja verifiquei que era Cristal e, o pior, estava quente.

Bebi e, ainda não satisfeito, pedi uma caipirinha de pinga - que pelo menos estava uma delícia.

Sem conhecer ninguém, permaneci no quiosque por alguns minutos sem fazer nada e, nesse meio tempo, comecei a reparar que a mão que fazia a caipirinha era a mesma que recebia o dinheiro, além disso, que o gelo presente da caipirinha era proveniente da geladeira de isopor que “gelava” a Cristal quente, que por sua vez, era manuseada pela mesma que fazia a caipirinha e recebia o dinheiro, enfim, uma sujeira só!

Não me importei, pois o limão e a pinga matariam as bactérias.

O problema é que logo depois, comecei a sentir uma ardência em meu beiço, que queimava em decorrência da mistura do limão bactericida e do sol escaldante.

Com um princípio de irritação, a brisa bateu em meu rosto e me esqueci de todos esses problemas.

Respirando aliviado, emendei uma bela inalada para sentir o aroma da praia e, para minha surpresa, estava um cheiro horrível.

Era um odor de fritura, mas não era normal, era de um óleo velho, provavelmente de um óleo que fritou Mandiopan pro Oscar Niemayer quando ele ainda brincava de castelinho na beira d’água.

Não podia ser diferente, resolvi sair de lá. Andei por vários quilômetros e o cheiro permanecia, pois quando não havia quiosque, havia uma barraca fritando porquinho, batata ou pastel.

Cansado de exalar essa fragrância, decidi ir à padaria mais próxima para comer um lanche.

No meio do caminho reparei o romantismo daquele povo, todo casal era igualzinho, o rapaz deitado sobre o colo da menina, que por sua vez, espremia seus cravos e espinhas.

Um ato não só de muito romantismo, como de muita sensualidade!

Na padaria, permaneci por uma hora e quarenta e sete minutos até se atendido e, após ser atendido, pedi um bolovo e uma cerveja gelada, que para meu azar, novamente veio quente.

Para esfriar a cabeça, já que a goela não tinha jeito mesmo, resolvi ir ao calçadão para dar uma paquerada.

Foi a pior coisa que poderia ter feito...

Todas as mulheres pareciam irmãs, quando não era o esmalte descascado no dedão, era a chinela Ginga presa com clipes; quando não tinha meio pote de creme Kolene no cabelo, tinha um boné do Estima para disfarçar o fuá; quando não tinha a barriga cheia de estrias (aparentando que passaram um rastelo sobre seu abdômen), tinha um “pancepis” com as dobrinhas assadas (que nem Kaladril salvava); quando não vinha acompanha de um bigodinho ralo, vinha com a testa suada e quando não estava com uma bermudinha da Bad Boy (com olhar mais pra baixo que de um Cocker Spaniel), estava com um biquíni que não foi moda nem nos anos 60.

Enfim, um verdadeiro show de ânsia!

Então, resolvi fazer amizade com algum rapaz gente boa, mas a cada 30 segundos passava um carro rebaixado, totalmente “filmado”, com quatro caras olhando emburrados para fora (como se fossem da Rota ou estivessem no Carandiru observando o trem passar) e claro, todos tocando a mesma porra de funk, que o pessoal insiste em chamar de música...

Evidentemente, que não arranjei nenhum amigo, mas agora eu te pergunto: o que quatro “peões” querem quando vão pra praia sem mulher, “se trancam” num carro debaixo de um calor infernal, gastam um tanque de gasolina só pra ficar encarando os outros na rua e ficam ouvindo, com os tímpanos quase estourados, a música que “a porra da buceta é minha”?

A resposta eu não sei, mas provavelmente esses caras não pegam nem as baranguinhas que falei antes, terminam a noite se masturbando no chuveiro, morrem virgens e quando chegam no inferno, ainda falam pra todo mundo que Deus não existe...hehehe

Sem poder paquerar e muito menos fazer amizade, fui caminhar à beira do mar e procurar umas conchinhas para espairecer.

No começo estava lindo, mesmo tendo que desviar a todo instante dos pernetas jogando futebol. Até que de repente, carregado por uma forte onda, veio em minha direção um objeto enorme...

Não era uma prancha, nem tronco, tampouco a Iemanjá pegando jacaré...

Era uma inenarrável merda, mas não era uma simples bosta não, além de gigante, era o troço mais horripilante que já vi em minha vida.

Não sei como alguém pôde cagar desse jeito...se um dia eu fizer isso, certamente virarei do avesso!

Não faltava mais nada, já pensava na catástrofe das minhas férias, até que pensei “só faltava chover”.

Logo que pensei nisso, começou a relampejar na praia.

Apavorados com a chuva que estava se formando, todos começaram a correr rumo às suas casas.

Nesse instante, eu já estava me xingando, me batendo e quase me mutilando “a mim mesmo”, até que reparei que com a ameaça da chuva, o cheiro de fritura, os pernetas jogando futebol e o funk desaparecem, as barangas foram embora com medo de molhar o cabelo, meu beiço parou de arder porque o sol se escondeu e a cerva começou a gelar no quiosque porque ninguém mais a comprou.

Caramba, depois de quase me matar, finalmente aconteceu algo fantástico, nunca havia ficado tão feliz numa praia!

Agora te pergunto, quais são a melhores combinações pro verão? Praia, sol, cerveja e biquíni?

Na Praia Grande não...

Doug Caiçara
“Experiente construtor de castelinhos de merda”

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Onde o mundo vai parar

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Luz, câmera, ação


Milhares de pessoas, assim como eu, não nasceram com nenhum dom, a maioria não é especialista em porra nenhuma, mas sabe um pouco de cada merda.

Na realidade, todos os brasileiros são verdadeiros artistas. Fazemos poemas nem que sejam bregas, músicas nem que sejam funks, tocamos algo, nem que seja galinha ou punheta. Além de tocar a vida, é claro!

Ao rabiscar um mapa somos desenhistas, na foto do orkut somos modelos e, com uma simples caixa de fósforo na mão nos tornamos músicos. Para arrumar uma desculpa pra namorada (o) somos atores, nas frases de msn poetas e no ônibus lotado contorcionistas. Na mesa de bar somos humoristas, em blog escritores e ao fazer embaixadinhas com bexigas passamos a ser artistas da bola. Nas festas de casamento somos bailarinos, a frente da sala de aula apresentadores e ao ler a Veja, somos palhaços. Ao segurar a marmita somos malabaristas, ao assumir uma cagada somos autores, no chuveiro somos cantores e no banheiro escultores de obras primas ou pintores de cerâmicas. Com o salário apertado nos transformamos em mágicos, ao encher a cara em equilibristas, na sociedade somos figurantes e em nossa vida, protagonistas.

Faça da sua vida um espetáculo e lembre que a comédia é mais agradável que um drama.

Sucesso!

Doug Athorporno

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Canto de Fodas


Era uma vez três porquinhos formados em engenharia pela Unip, Huguinho, Zezinho e Luizinho. Embora formados nessa universidade, esses porquinhos eram muito astutos e sempre ganhavam as licitações da prefeitura e do governo. Huguinho era especialista em construir casas populares - todas erguidas em avenidas movimentadas, as quais tapavam as favelas que permaneciam às suas costas. Já Zezinho era especialista em construir escolas de latas e Luizinho, adorava construir presídios de estruturas frágeis, que caiam até com o simples soprar de um velho lobo mau com bronquite (tipo Zagallo).

O prefeito dessa cidade se chamava Pinóquio, um típico prefeito mesmo, cara de pau e mentiroso. Ele vivia a defender privatizações, afortunava um mundo de dinheiro com as licitações ganhas pelos 3 Porquinhos e era chefe de uma quadrilha que roubava guloseimas de crianças.

Dentre às crianças assaltadas, estava Chapeuzinho Vermelho - uma jovem cearense, complexada com sua imensa cabeça e com sua ausência de pescoço, que vivia a perambular pelo bosque com uma lona de circo bordô enrolada sobre os cabelos, a qual ela teimava em chamar de "chapéu".

Frequentemente, Chapeuzinho Vermelho atravessava a cidade para levar guloseimas para sua vó. Em uma dessas travessias, Chapeuzinho Vermelho foi surpreendida pelo Lobo Mau, que não titubeou, roubou os doces da garota e deu uma mordida com toda sua força. Ao morder, o Lobo deu um berro logo ao sentir que a guloseima era na realidade um pedaço de rapadura.

Lobo Mau quebrou todos os seus dentes e com isso, deixou de comer as guloseimas e também a vovozinha.

Enquanto aguardava ganhar uma dentadura prometida pelo prefeito, Lobo Mau foi passado pra trás pela vovozinha, que não o esperou e acabou convidando outro rapaz para ir ao baile da terceira idade. Esse rapaz era o Pequeno Polegar.


No começo da relação dele com a vovozinha era tudo positivo. Festas, danças e muita curtição. No entanto, depois de breve período, o Pequeno Polegar se enfiou no mundo das drogas e após comer pilhas alcalinas Rayovac, foi internado num centro para reabilitação de dependentes químicos em Neverland.

Em Neverland
, as pessoas tinham o poder de alterar a sua melanina. Assim como Michael Jackson, Branca de Neve nasceu com a pele bem escurinha e se chamava Preta Gil, depois com o passar do tempo, transformou-se numa menina anêmica, vegetariana e apreciadora de maçã.


Além de mudar de cor, Peter Pan dizia que em Neverland qualquer pessoa poderia voar, para isso, bastava pensar em coisas boas. O Aladim, por exemplo, pensava em sabadão ensolarado, cerveja gelada e bate papo com os amigos, que logo começava a voar.


Entretanto havia um lado triste nessa história. Como Caixinhos Dourados não era dotada de muita inteligência, ela não conseguia voar, pois não conseguia pensar.

A "loira burra" dos Canto de Fodas não era provida de muita sapiência, mas tinha um fogo incontrolável, depois de ser conquistada pelo Flautista de Hamelin, ela se casou e teve 7 filhos com esse rapaz, Mestre, Zangado, Atchim, Soneca, Feliz, Dengoso e Dunga.


Segundo o Espelho Espelho Meu fofoqueiro da Bruxa, o Flautista de Hamelin sofria de ejaculação precoce e por isso, seus sete filhos nasceram com baixa estatura e eram malvadamente apelidados de "espirros de pica".


Pica, era o que o irmão mais velho de Peter Pan mais gostava, ele se chamava Robin Wood. Adora dar para os pobres. Assim como Madame Satã, era uma bicha louca, mas era muito respeitado. Certa vez, por mexerem sem autorização em seu Rouxinol, Robin Wood foi flagrado na floresta (ou no meio do mato) rasgando a Roupa Nova do Rei com os dentes e ele só parou ao engasgar com o zíper.


Porém, como somente os inteligentes conseguiam ver a roupa do rei, ficou a dúvida se engasgou com o zíper ou com outra coisa.


Falando em outra coisa, por não ter orifícios na parte inferior do corpo, a Pequena Sereia era conhecia por realizar para molecada um espetacular "bola gato" (se não entendeu, traduza essas duas palavrinhas para o inglês).


O Gato de Botas comprou o Sapatinho de Cristal da Cinderela, achando ser uma banheira, presenteando sua nova e bela esposa, a Gata Borralheira. Cinderela calçava 52 e era conhecida na região como "Coturno Bico Largo".


Coturno também era sempre usado pelo João. Com frieiras e joanetes, o chulé de João era mais fedorento que um peido digerido de feijão azedo e, por isso, quando passava todos caçoavam, chamando-o de João e o Pé de Feijão.


Reprimido com seu pé, João nunca teve namorada, toda sua libido era descarregada no galinheiro da sua vó, mais especificadamente na Galinha de Ouro. Cansada de ser violentada, a Galinha de Ouro foi pedir ajuda ao seu primo, Patinho Feio, mas não adiantou, pois ele estava casando com a Sthefany Brito e não tinha tempo para socorrê-la.


Socorro precisavam João e Maria. Durante a noite, os irmãos avistaram uma casa na floresta que era repleta de chocolate e começaram a comer tudo que viam pela frente. Ao amanhecer, já obesos e repletos de espinhas, João e Maria foram surpreendidos pela polícia, que prendeu o casal em flagrante por assalto à Kopenhagen.


Presa no alto de uma torre, vivia Rapunzel. Devota ao protestantismo, ela era uma garota de princípios, não cortava os cabelos e não se depilava. Mensalmente para colher o dízimo, o pastor de sua igreja escalava a torre pendurando-se em seu vasto sovaco.

Não muito longe dali, morava a Bela Adormecida. Dizem que a Bela Adormecida beijou um príncipe, que acabou se transformando num sapo, com isso, a encantadora menina constrangida com tal situação, bebeu tanto, mas tanto, que acabou entrando num profundo coma alcoólico, permanecendo desacordada por anos e anos.

Certo dia numa casa noturna, a outra Bela, que era dançaria de funk e figurante do Zorra Total, conheceu um jogador de futebol bem sucedido e irmão mais novo do Edmundo Animal, chamado Fera.


A atrevida garota encheu a cara do rapaz, levou-o a um motel, fez um rasgo na camisinha, ficou grávida e assim, a Bela e a Fera se casaram e viveram felizes para sempre.


De endy!


Doug Fabuloso

“Passeando no bosque, enquanto o seu lobo não vem”